segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Defesa de Doutorado de Igor Machado da Silva Parente

 Hoje aconteceu a defesa de Doutorado de Igor Machado da Silva Parente com o título "Avaliação de características e propriedades de fibrocimentos extrudados com adições minerais e potencial biorreceptivo para colonização de musgos", orientado pelo Orientador: Prof. Dr. Holmer Savastano Junior e Coorientador: Dr. Fábio Alonso Cardoso. Participaram da Banca: Prof. Dr. João Adriano Rossignolo, Prof. Dr. Rafael Giuliano Pileggi, Dr. Denilson Fernandes Peralta, Prof. Dr. Cleber Marcos Ribeiro Dias.



RESUMO: A biorreceptividade constitui a aptidão de um material permitir o crescimento biológico em substratos naturais. Apesar dos numerosos benefícios ambientais associados, o crescimento de musgos em fachadas vivas, sempre foi visto como um fenômeno negativo, por causa da preocupação com a perda de durabilidade e desempenho do substrato. Este trabalho visa analisar a biorreceptividade em substratos de fibrocimentos extrudados, a fim de favorecer a colonização biológica por meio de musgos da espécie Bryum argenteum. A pesquisa foi conduzida na perspectiva de redução do consumo de cimento Portland por meio da substituição parcial deste por calcário e por rejeitos de mineração de cobre, e o uso da cura por carbonatação para reduzir a alcalinidade da matriz. Foram utilizadas polpa de eucalipto branqueada a fim de aproveitar a natureza hidrofílica dessas para reserva de água. Foram realizados ensaios de absorção de água, flexão em quatro pontos, análise microestrutural, mineralógica, termogravimétrica e determinado o grau de carbonatação a fim de caracterizar os fibrocimentos. Na etapa de monitoramento da colonização, foi desenvolvida em laboratório uma câmara de cultivo, em que as imagens dos fibrocimentos inoculados por musgos foram capturadas por meio de fotografias (2D). Diante dos resultados obtidos, observou-se que a influência da redução da alcalinidade e da presença das fibras contribuam para a colonização de musgos nos fibrocimentos. Além disso, os fatores ambientais simulados pela câmara de cultivo contribuam também para fixação e crescimento de musgos nesses substratos artificiais. Assim, foi possível determinar um índice de bioreceptividade para os fibrocimentos a partir da combinação dos ensaios de fluorescência de clorofila-a e colorimetria.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Hoje aconteceu a defesa de Mestrado de Gabriela Veiga de Moraes

 Hoje aconteceu a defesa de Mestrado de Gabriela Veiga de Moraes com o título “Briófitas de ambientes cársticos no estado de São Paulo, Brasil”, orientado pelo Prof. Dr. Denilson F. Peralta. Participaram da Banca: Profa. Dra. Andréa Tucci e Prof. Dr. Dimas Marchi do Carmo.

Gabriela Apresentando.

Banca examinadora.

Resumo: As briófitas são caracterizadas pela ausência de vasos condutores lignificados, pela dependência de água para a reprodução sexuada e, em geral, pelo porte reduzido. O grupo compreende três divisões filogenéticas: Marchantiophyta (hepáticas), Bryophyta (musgos) e Anthocerophyta  (antóceros). Consideradas as primeiras plantas a colonizar o ambiente terrestre, as briófitas constituem atualmente o segundo maior grupo de embriófitas em número de espécies, com cerca de 20 mil táxons aceitos no mundo. A região Neotropical concentra a maior biodiversidade de briófitas do planeta, e, no Brasil, são reconhecidas 1.626 espécies. A Mata Atlântica destaca-se como o domínio fitogeográfico brasileiro com maior número de espécies endêmicas de briófitas, em razão de sua elevada diversidade biológica e da ampla disponibilidade de substratos favoráveis à colonização. Apesar de sua importância, é também o domínio mais ameaçado por ações antrópicas, abrigando a maior parte da população brasileira e tendo perdido aproximadamente 87% de sua cobertura original. Reconhecida como um dos cinco principais hotspots mundiais de biodiversidade, a Mata Atlântica reúne cerca de 20 mil espécies de plantas, das quais aproximadamente 8 mil são endêmicas. Os Parques Estaduais Turístico do Alto Ribeira (PETAR) e Intervales (PEI), localizados ao sul do estado de São Paulo, estão integralmente inseridos no domínio da Mata Atlântica. A exploração científica dessas áreas teve início no século XIX, motivada por sua expressiva riqueza vegetal e pela descoberta de fósseis da megafauna pleistocênica. O PETAR foi oficialmente instituído como unidade de conservação de proteção integral em 1958, enquanto o PEI foi criado em 1995. A criação dessas unidades foi fundamental para a conservação dos ecossistemas locais, que atualmente também desempenham importante papel turístico e educativo. A presença de rochas calcárias nessas áreas favorece processos de dissolução química promovidos pela água, originando cavernas, sumidouros e outras feições típicas de ambientes cársticos. Esses ambientes apresentam condições particulares, frequentemente associadas a maior fertilidade do solo, o que influencia a composição e a estrutura das comunidades vegetais. No caso das briófitas, o substrato calcário pode afetar aspectos fisiológicos e morfológicos, como tamanho e desenvolvimento. Por sua vez, as briófitas também contribuem para o processo de carstificação e para a formação e estabilização do solo. As cavernas, em especial, podem atuar como refúgios relativamente preservados, favorecendo a ocorrência de espécies especializadas. No Brasil, ainda não há levantamentos florísticos de briófitas com enfoque específico em ambientes cársticos da Mata Atlântica. Nesse contexto, este estudo apresenta a primeira listagem florística de briófitas associadas a esses ambientes no estado de São Paulo. Foram identificadas 570 espécies, sendo Bryophyta o grupo mais representativo, seguido por Marchantiophyta e Anthocerophyta. Entre os musgos, a família mais rica foi Pilotrichaceae; entre as hepáticas, destacou-se Lejeuneaceae; e, entre os antóceros, Notothyladaceae apresentou maior riqueza específica. Foram registradas ainda 39 novas ocorrências, incluindo três para a região Neotropical e três para o Brasil. Duas dessas espécies: Bryum donianum Grev. e Heteroscyphus triacanthus (Hook. f. & Lév.) Schiffn. são frequentemente associadas a ambientes cársticos em outros países, reforçando a relevância ecológica desse tipo de habitat para a diversidade de briófitas.

Palavras-chave: Calcário, Mata Atlântica, Musgos


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Defesa de Mestrado de Lucival Escolastico da Paixão Junior

Hoje aconteceu a defesa de Mestrado de Lucival Escolastico da Paixão Junior com o título “COMUNIDADES DE BRIÓFITAS EM CLAREIRAS SOB IMPACTO DA EXTRAÇÃO DE MADEIRA NA AMAZÔNIA”, orientado pelo Profa. Dra. Dra. Anna Luiza Ilkiu Borges Benkendorff e co-orientação da Profa. Dra. Tássia Toyoi Gomes Takashima Oliveira. Participaram da Banca: Profa. Dra. Ana Claudia Caldeira Tavares Martins,  Profa. Dra. Mércia Patrícia Pereira Silva e Prof. Dr. Denilson F. Peralta.