segunda-feira, 24 de março de 2025

Defesa de Mestrado de Ana Vera Tourinho Pinheiro

Hoje aconteceu a defesa de Mestrado de Ana Vera Tourinho Pinheiro com o título “Briófitas do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, Brasil”, orientado pelo Prof.Dr. Denilson Fernandes Peralta. Participaram da Banca: Prof.Dr. Hermeson Cassiano de Oliveira e Profa.Dra. Juçara Bordin.




sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Defesa de Doutorado de Jéssica Soares de Lima

 Hoje aconteceu a defesa de Doutorado de Jéssica Soares de Lima com o título "Regionalidade de Briófitas nos Domínios Fitogeográficos Brasileiros", orientado pela Dr. Denilson Fernandes. Participaram da Banca: Profa.Dra. Aline Matos de Souza, Prof.Dr. Danilo Soares Gissi, Profa.Dra.  Juçara Bordin e Profa.Dra. Mércia Silva.


RESUMO: Os levantamentos sobre briófitas são essenciais para aprofundar o conhecimento sobre a biodiversidade, identificar áreas prioritárias para conservação, mapear a distribuição das espécies e desenvolver políticas eficazes de manejo ambiental. Este trabalho, que se baseou em uma ampla revisão bibliográfica de artigos publicados até novembro de 2024, compilou dados de 44 estudos cobrindo 49 localidades no Brasil, resultando no registro de 1.347 espécies de briófitas, incluindo informações sobre seus hábitos e localização geográfica. Dentre essas espécies, 177 são endêmicas do Brasil, sendo destacadas como importantes indicadoras do grau de preservação das áreas em que ocorrem. A Mata Atlântica destacou-se como o domínio mais biodiverso, abrigando 711 das 908 espécies classificadas neste estudo como regionais. A distribuição das briófitas nos diferentes domínios está fortemente relacionada às condições ambientais e ao tipo de substrato disponível. As estratégias reprodutivas e adaptações morfológicas das briófitas se mostram importantes para a sobrevivência das espécies em seus diferentes ambientes. Espécies com ampla distribuição em todos os domínios brasileiros exibem características adaptativas notáveis, como por exemplo a produção de gemas. As relações florísticas entre as diferentes fitofisionomias da Mata Atlântica, mostrou que as briófitas endêmicas desse bioma, especialmente os musgos, têm uma forte preferência por troncos como substrato. A variação nas fitofisionomias da Mata Atlântica, que inclui desde vales úmidos e estáveis até afloramentos rochosos expostos a condições extremas como fogo e frio, também influencia a composição e distribuição das espécies de briófitas endêmicas desse domínio.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Defesa de Mestrado de Camila de Oliveira Castro

 Hoje aconteceu a defesa de Mestrado de Camila de Oliveira Castro com o título "Para além das cavernas: revelando e ampliando o conhecimento sobre os musgos (Bryophyta) de ecossistemas caverní­colas", orientado pelo Prof.Dr. Paulo Eduardo A.S. Câmara. Participaram da Banca: Prof.Dr. Denilson Fernandes Peralta e Profa.Dra. Cássia Munhoz.


RESUMO: Os musgos (Bryophyta) ocupam uma ampla variedade de habitats, dominando diversos ecossistemas, incluindo os ambientes cavernícolas. No entanto, o conhecimento acerca da brioflora em cavernas de litologia ferrífera no Brasil, ainda permanecem negligenciados, carecendo de informações sobre a distribuição do grupo nas cavidades e em seu entorno. Objetivamos I) investigar quais espécies de musgos (Bryophyta) ocorrem em seis cavidades ferrí­feras nas localidades do Parque Nacional da Serra do Gandarela (PARNA-SG) e Chapada de Canga no QFe,  II) Verificar se há um compartilhamento de espécies entre as cavernas analisadas III) Verificar se as cavernas apresentam diferenças quanto a riqueza e diversidade de esp de musgos IV) Examinar os padrões de similaridade e diferenciação na distribuição das espécies em diferentes substratos nas seis cavidades V) Investigar se há diferenças nos fatores físico-químicos do solo das cavidades que possam influenciar a dinâmica das espécies de musgos associadas a essas Áreas. O total de espécies encontradas representa 6,9% do total de espécies existentes no pais, incluindo registros novos para Minas Gerais.  Os conjuntos de cavernas analisadas para as regiões PARNA-SG e Chapada de Canga se diferenciam quanto a diversidade, riqueza e composição de espécies e em relação a distribuição das mesmas quanto aos diferentes substratos disponíveis em cada Área, bem como as características físico-químicas do solo, onde o conjunto PARNA-SG apresentou maior riqueza e diversidade de espécies do que o conjunto da Chapada de Canga. Quando comparadas entre si, as cavernas de cada região apresentaram um agrupamento semelhante para os Índices de riqueza (q=0) e diversidade (q=1 e q=2), onde as cavernas de seus respectivos locais permaneceram próximas, com a caverna G6 apresentando maior riqueza de espécies e juntamente com a G5 apresentou maior diversidade em relação Ã s demais. As cavernas com menores Índices de diversidade e riqueza pertencem ao conjunto da Chapada de Canga, Área que sofre grandes impactos ambientais. 

terça-feira, 12 de novembro de 2024

Reunião NEB - 74 Congresso Nacional - 2024

 


ATA DA REUNIÃO DO NÚCLEO DE ESPECIALISTAS EM BRIÓFITAS – NEB, REALIZADA DURANTE O SEPTUAGESIMO QUARTO CONGRESSO NACIONAL DE BOTÂNICA EM BRASÍLIA, DISTRITO FEDERAL, ORGANIZADO PELA SOCIEDADE BOTÂNICA DO BRASIL.

Aos doze dias do mês de novembro de dois mil e vinte e quatro, às 10h00, durante o 74° Congresso Nacional de Botânica, organizado pela Sociedade Botânica do Brasil, foi realizada a reunião do Núcleo de Especialistas em Briófitas (NEB). A reunião ocorreu de forma presencial na sala designada para o evento, com a presença de membros do núcleo e demais participantes. A coordenadora do NEB, Maria Elizabeth Barbosa de Sousa, deu início à reunião com uma apresentação que destacou o resgate histórico da fundação do núcleo, bem como a contribuição dos coordenadores passados e atuais. Foram apresentados os objetivos do núcleo, os principais meios de comunicação e divulgação, além do planejamento de eventos futuros. Na sequência, a palavra foi concedida ao Dr. Denilson Fernandes Peralta, que anunciou o planejamento V Workshop de Briófitas para acontecer em 2025. Em seguida, a Dra. Mércia Patrícia Pereira da Silva, que apresentou o planejamento de um livro sobre a Briófitas do Brasil, ressaltando a importância da colaboração dos membros do núcleo na sua elaboração. Após os informes, foi promovido um momento de integração com uma breve apresentação dos participantes presentes na reunião, no qual compartilharam informações sobre suas regiões de residência, projetos atuais envolvendo briófitas e as instituições que representavam. A reunião prosseguiu com uma discussão sobre propostas de parcerias para a organização de projetos de pesquisa, eventos e estratégias voltadas para ampliar a participação de estudantes e pesquisadores especialistas em briófitas nas atividades ligadas ao núcleo. Também, durante a reunião, foi realizado um sorteio de cinco exemplares do livro "Manual de Briologia" entre os participantes presentes. Os livros foram doados pela Dra. Nívea Dias dos Santos, como forma de incentivar os estudos sobre briófitas. A reunião foi encerrada às 12h00 pela coordenadora, que agradeceu a participação de todos e destacou a importância do trabalho coletivo para fortalecer a briologia no Brasil. Nada mais havendo a tratar, a reunião foi finalizada com foto dos participantes.

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Defesa de Doutorado de João Wanderson Pereira Oliveira

Hoje aconteceu a defesa de Doutorado de JOÃO WANDERSON PEREIRA OLIVEIRA com o título "DIVERSIDADE E EFEITO DE BORDA SOBRE COMUNIDADES DE BRIÓFITAS EPÍFITAS DA APA DO PRATIGI, BAHIA, BRASIL", orientado pela Profa.Dra. Emilia de Brito Valente e co orientação do Dr. Hermeson Cassiano Oliveira. Participaram da Banca: Prof.Dr. Denilson Fernandes Peralta; Profa.Dra. Aline Matos de Souza, Profa.Dra. Dra. Milena Evangelista dos Santos e Profa.Dra. Dra. Luciana Carvalho dos Reis.


RESUMO: A Floresta Atlântica ocupa uma faixa costeira que se prolonga desde o Rio Grande do Norte, apenas se interiorizando ao sul da Bahia. Apesar da relativa pequena representatividade espacial e de restarem atualmente apenas 2% da sua cobertura vegetal, é indiscutível a importância da representatividade existente neste ecossistema para a diversidade regional. Este estudo objetiva investigar a riqueza e diversidade de briófitas epífitas da Área de Proteção Ambiental do Pratigi e como essas comunidades respondem às bordas florestais proporcionadas antropicamente e às bordas naturais. A Área de Proteção Ambiental do Pratigi possui atualmente 85.686 hectares e localiza-se no Baixo Sul da Bahia, nos municípios de Ibirapitanga, Igrapiúna, Ituberá, Nilo Peçanha, e Piraí do Norte. A amostragem foi realizada em três tipos de ambientes: enclaves florestais naturais; bordas de fragmentos florestais antropizados (0 a 10 metros) e interior de fragmentos florestais (100 a 110 metros). Foram identificadas 65 espécies de briófitas epífitas, distribuídas em 44 gêneros e 24 famílias, representando 11% do total de espécies registradas para o estado da Bahia. A notável influência das variáveis ambientais testados na borda natural, principalmente o CAP, luminosidade e Altura do forófito, revelam a importância da realização de estudos que caracterizem as relações existentes entre essas plantas e o ambiente em que estão inseridas e serve como subsídio para a realização novos estudos que caracterizem a brioflora da Bahia e do Brasil. Vale ressaltar que a PCA também demostra que a luminosidade foi a variável ambiental que mais influenciou a composição de espécies de briófitas em BA enquanto que a altura dos forófitos e o CAP foram os fatores de maior influência sobe as espécies encontradas colonizando a BI. A alta avaliação dos efeitos de borda sobre a forma de vida mostra algumas tendencias importantes para a compreensão das respostas das briófitas, em particularmente pela alta frequência  da forma de vida pendente. Estes resultados indicam a importância das variáveis testadas para o entendimento da relação existentes entre elas, a fragmentação e as briófitas.  



quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Defesa de Mestrado de Jailton Venilson Ferreira da Silva

 Hoje aconteceu a defesa de Mestrado de Jailton Venilson Ferreira da Silva com o título "DIVERSIDADE DE BRIÓFITAS EPÍXILAS EM UMA FLORESTA DE ALTITUDE NO ESTADO DO CEARÁ, BRASIL", orientado pela Profa.Dra. Emilia de Brito Valente e co orientação do Dr. Hermeson Cassiano Oliveira e Dr. Pedro Manuel Villa . Participaram da Banca: Profa.Dra. Aline Matos de Souza e Profa.Dra. Dra. Luciana Carvalho dos Reis.


Resumo: Os troncos em decomposição são importantes substratos para a manutenção da diversidade de briófitas epíxilas; no entanto ainda são limitadas as pesquisas que avaliem padrões de riqueza e composição de espécies. O objetivo do presente trabalho foi estudar e caracterizar as comunidades de briófitas epíxilas de uma área de floresta de altitude no Estado do Ceará, Brasil. Foram amostrados 40 troncos para análise, para determinar o nível de decomposição do tronco, foi utilizado uma faca, medindo e determinando a profundidade de penetração da mesma: 1. Faca não penetra no tronco (Decomposição inicial), 2. Penetra um centímetro (Decomposição intermediária) e 3. Penetra vários centímetros (Decomposição avançada), em cada um dos troncos foi delimitada uma parcela de 35x15 cm (525cm²), além disso, foram coletadas e analisadas amostras de briófitas em 62 troncos distribuídos em diferentes pontos da área de estudo. Foram identificadas 54 espécies de briófitas, distribuídas em 34 gêneros e 18 famílias. A divisão Bryophyta apresentou 37 espécies (25 gêneros e 13 famílias), enquanto Marchantiophyta resultou em 17 espécies (nove gêneros e cinco famílias). Das espécies encontradas, oito correspondem a novos registros para o estado do Ceará. Brittonodoxa subpinnata (Brid.) W.R. Buck, P.E.A.S.Câmara & Carv.-Silva e Lejeunea phyllobola Nees & Mont foram as espécies com maior ocorrência. A maioria das espécies possui uma ampla distribuição geográfica no Brasil, a exemplo de: Syrrhopodon prolifer Mont., Otoblepharum albidum Hedw., Microcalpe subsimplex (Hedw.) W.R. Buck e Entodontopsis leucostega (Brid.) Buck & Ireland. Lejeuneaceae, foi a família com maior riqueza específica. Esta família é abundante nos trópicos, possui elevada amplitude ecológica, e necessita de altas taxas de umidade e temperatura. A análise de variância mostrou não haver diferenças significativas para a riqueza de espécies, tampouco para a cobertura entre os três níveis de decomposição. A análise de agrupamento mostrou que não existem grupos formados entre os três níveis de decomposição do tronco, os grupos possuem alta similaridade, o NMDS corroborou com a análise de agrupamento. Os resultados obtidos representam uma importante contribuição para o conhecimento das briófitas epíxilas no Brasil, esses novos dados servirão de subsídios para pesquisas futuras e reforça a importância da conservação nestas áreas estudadas.